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DOM MOYSÉS BARBOSA HOMENAGEIA E CUMPRIMENTA POETAS E POETISAS
FOI EM 14 DE MARÇO DE 2014 DIA NACIONAL DA POESIA
14 de março: transcorre o Dia Nacional da Poesia (Brasil), e Dom Moysés Barbosa, já decano na comunidade poético-literária do país, postou no Facebook um texto cumprimentando e homenageando todos os poetas e poetisas, não apenas do país, mas também do estrangeiro.
Imediatamente, recebeu inúmeras manifestações e homenagens também, até mesmo fora das redes sociais.
Abaixo está transcrito o texto de sua lavra e no final dele está uma das manifestações recebidas, assinada por Nanda Malta, escolhida aleatoriamente dentre tantas: agradece, alegremente, e como figura pública não poderia deixar de trazer esta divulgação e dizer que assim está homenageando todos os que se manifestaram. Deus os abençoem sempre.
MENSAGEM DE DOM MOYSÉS BARBOSA
14 DE MARÇO DE 2014 - DIA NACIONAL DA POESIA
Dom Moysés Barbosa, escritor e poeta já com Jubileu de Ouro de Poesia, transcorrido em 2009, cumprimenta todos os poetas e poetisas do Brasil e do exterior, e os homenageia nesta data magna. Aos mais novos na arte de versejar roga que perseverem, pois a caminhada poético-literária tem mais alegrias que tristezas, e ainda uma capacidade especial, que é só dela: trocar a tristeza por alegria nos momentos mais difíceis.
Posto aqui minha primeira poesia, escrita no dia 15 de julho de 1959:
SOLIDÃO
A praia estava deserta...
O mar se mostrava calmo e distraído...
Enquanto as gaivotas procuravam as rochas
e permaneciam mudas as palmeiras,
meu coração... sempre triste e dolorido.
A brisa, meiga e agradável...
e o sol se espraiando sobre a costa,
mostrava a beleza do verão...
Vivia infeliz, sim, mas sei,
que não se pode viver assim,
sozinho mostrando-se infeliz...
A solidão é má, estou bem certo,
quando se vive nela sem ter perto,
a presença gloriosa do bom Deus!
AUTOR: MOYSÉS BARBOSA (PRIMEIRA POESIA - 1959)
(PUBLICADA NO PRIMEIRO LIVRO DO AUTOR: “SOLIDÃO-POESIAS”, EM 1970)
SEGUEM A PUBLICAÇÃO DE NANDA MALTA E A TRANSCRIÇÃO PARA SER MELHOR VISUALIZADA
TRANSCRIÇÃO
“Nanda Malta - Poetas são seres mágicos que criam sonhos, ta tecem fantasias, inventam histórias. Doam-se ao mundo sem reservas, numa ânsia apaixonada de compartilhar os sentimentos que lhes povoam a alma. São feito bichos-da-seda, que se entregam vorazmente a fazer a sua textura. Falam todas as línguas. Conversam com as estrelas, com as flores, com a chuva. Falam com o sol, com as árvores, com os pássaros. Poetas se comunicam com toda a natureza.
Poetas sentem uma ansiedade contínua, que só se ameniza quando nasce um poema. Não qualquer poema. Aquele poema. O que lhes veio do mais profundo do seu ser. Que foi acarinhado, corrigido, enxugado, acrescentado. Aquele que fez o poeta atravessar noites sem dormir, rascunhando, amassando, lançando fora, resgatando. Que foi moldado como uma escultura, mãos em perfeita harmonia com as palavras, dedos encharcados do barro da inspiração.
Poetas parecem carregar nos ombros todas as dores e alegrias do universo. Sentimentos que só conseguem extravasar através de seus escritos. Quando sofrem, a dor é tão grande que sua obra sai lapidada, cristalina, sem arestas. Se felizes, expressam suas palavras com tanta alegria que contagiam de felicidade os corações. Sua magia é tanta que podem, com o alma destroçada, escrever poemas de pura felicidade. Estar cheios de alegria e criar poesias de profunda tristeza.
Poetas são as cigarras da literatura. Poetar é a sua música. É essa melodia em letras que lhes aquece o espírito, que lhes dá alento para seguir em frente quando os ventos são contrários. Poetas vestem a realidade de fantasia para fazer o mundo sonhar. Poetas aproximam amores, fortalecem amizades, eliminam rancores, conduzem à reflexão. Poetas são seres mágicos que iluminam os mais obscuros cantos da alma.
Parabéns a todos os poetas em especial ao Comendador Moysés Barbosa”
PEQUENO HISTÓRICO SOBRE O DIA NACIONAL DA POESIA
Criada para difundir a poesia e a linguagem literária, a data de 14 DE MARÇO foi escolhida para homenagear um de nossos maiores poetas, Antônio Frederico de Castro Alves, nascido na cidade de Curralinho (hoje Castro Alves), em 14 de março de 1847 (+06/07/1871 Salvador).
Castro Alves foi considerado um dos mais brilhantes poetas românticos, responsável por uma nova concepção de amor na Literatura, além de um notável entusiasmo por grandes causas sociais, como a abolição da escravatura. Depois dele, muitos outros vieram, mas como grande poeta que foi, teve seu nome perpetuado em nossa história, sendo, então, digno de reverências e homenagens.
Nossa Literatura brasileira é profícua, sendo representada magistralmente por grandes poetas que fizeram do ofício da escrita sua profissão de fé. A poesia é uma das expressões artísticas mais populares e, permeada por seu lirismo característico, arrebata leitores e penetra em diferentes contextos, pois até mesmo diante da mais dura realidade pode nascer um poema (e como eles nos comovem!). Para comemorar a data, trouxemos para o leitor um dos mais conhecidos poemas de Castro Alves.
CANSAÇO (Castro Alves)
O náufrago nadou por longas horas...
Na praia dorme frio num desmaio.
A força após a luta abandonou-o,
Do sol queimou-lhe a face ardente raio.
Pois eu sou como o nauta... Após a luta
Meu amor dorme lânguido no peito.
Cansado... talvez morto, dorme e dorme
Da indiferença no gelado leito.
Sobre as asas velozes a andorinha
Maneira se lançou nos puros ares...
Veio após o tufão... lutou debalde,
Mas em breve boiou por sobre os mares.
Eu sou como a andorinha... Ergui meu vôo
Sobre as asas gentis da fantasia.
A descrença nublou-me o céu da vida...
E a crença estrebuchou numa agonia.
Como as flores de estufa que emurchecem
Lembrando o céu azul do seu país,
Minha alma vai morrendo, suspirando
Por seus perdidos sonhos tão gentis.
E que durma ... E que durma ... ó virgem santa,
Que criou sempre pura a fantasia,
Só a ti é que eu quero que te sentes
Ao meu lado na última agonia.
(COMPOSIÇÃO DE 1863)
































































