O JORNAL BATISTA
THE BAPTIST NEWSPAPER

ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA
OFFICIAL ORGAN OF THE BAPTIST BRAZILIAN CONVENTION
= O PODER DA ORAÇÃO =

Nos inúmeros contatos que temos feito, com pessoas incrédulas e até mesmo com evangélicos, verificamos, com certa freqüencia, uma insegurança em suas relações com o nosso glorioso Deus. Observamos que se manifesta uma certa inquietação, no que diz respeito à resposta de Deus às orações
As Escrituras Sagradas são suficientemente claras no conhecido trecho “ensina-nos a orar”. E Jesus Cristo mostrou, em rápidas palavras, que os fatos em torno de nós, para os quais buscamos solução, não se desenrolam segundo o nosso desejo: “seja feita a tua vontade...”
Não temos a menor dúvida de que a oração é um dos mais poderosos ferramentais de que os crentes dispõem, não apenas para a solução dos problemas do dia-a-dia de cada um, mas também para o êxito da proclamação do evangelho de Cristo. Há, entretanto, que se buscar os ensinos sagrados, pois que orar não é apenas pedir e aguardar a resposta, imediata e que atenda aos nossos interesses, muito especialmente interesses de ordem material.
Trazemos à consideração o Salmo 86. Não é uma simples oração. Davi implora ardentemente (fazemos questão de grifar estas duas palavras) o socorro de Deus. Será que temos orado tal como o salmista? No versículo primeiro está estampada a súplica de Davi. No segundo, a confiança. No versículo quinto há o reconhecimento da autoridade de Deus. No versículo sétimo, está bem clara a convicção de que Deus realmente pode ouvir e dar resposta aos nossos clamores.
Um dos aspectos de real importância, nem sempre observado nos momentos de conversa com o nosso glorioso Deus, está no versículo décimo primeiro: é a humildade. Imperioso que mantenhamos uma atitude de constante humildade em nossos momentos de oração. Pois se reconhecemos que Deus, de suprema misericórdia, nos legou seu filho Jesus Cristo, para, mediante a obra do Calvário, garantir a salvação de nossas almas, devemos reconhecer, igualmente, o seu infinito poder e glória. Nós, frágeis que somos, devemos nos colocar em atitude de profunda humildade, quando precisamos falar com Deus “cheio de compaixão, e piedoso, sofredor e grande em benignidade e em verdade”, conforme está escrito no antepenúltimo versículo do Salmo 86.
Nossa oração chegará ao trono celestial se manifestarmos a nossa confiança, se reconhecermos convictamente que Deus pode nos ouvir, se reconhecermos a autoridade divina e, sobretudo, se nos fizermos humildes, ao ponto de adquirirmos sensibilidade suficiente para entender que a resposta de Deus se condiciona à sua vontade.






























































